1 Movimento harmônico simples amortecido

Vamos supor um bloco acoplado a uma mola que possuem uma placa redonda imersa em água. Neste modelo, devemos observar que as oscilações do sistema diminuirão com tempo. O mesmo é observado quando para o sistema no ar, mas as oscilações devem perdurar por mais tempo.
Consideraremos um amortecido proporcional a velocidade e de constante de amortecimento b (sempre maior que zero). A força é contrária ao movimento e a componente na direção x é dada por
De acordo com o diagrama de corpo livre temos o seguinte resultado na direçaõ da oscilação
que pode ser expressa usando a definições de derivada e . Logo,
onde definimos as quantidades
Esta é uma equação do segundo grau, então vamos seguir com o mesmo procedimento adotado para o MHS. Adotando o ansatz temos e
o que nos a equação do segundo grau
cuja a solução é
E a solução mais geral do problema deve incluir também , o que nos dar,
As soluções para u podem resultar em números complexos, então separamos entre três casos
1.1 Amortecido subcrítico
Neste primeiro é real e a primeiro é real e a equação 4 resulta em número complexos com uma parte real e outra imaginária. Neste caso a equação 5 nos dar
O qual é possível reescrever simplesmente como

onde a e b são constantes arbitrárias. Seguindo o procedimento esta equação pode ser escrita simplesmente como.
onde as constantes arbitrárias são A e .
Para obter a velocidade devemos tomar a primeira derivada da posição, temos
que pode ser expressa em termos da posição como
Podemos expressar essa equação estabelecendo condições iniciais. Para um movimento se iniciando em t=0, temos
Do qual obtemos
Substituindo na equação da posição
1.1.1 o balanço de energia
1.2 Amortecimento Supercrítico
Neste caso, é número complexo, o que resultada em valor u real e nos dá

onde definimos cujo o valor é sempre . Desse modo, podemos escrever a solução a cima como
O que resulta em duas exponenciais decrescentes, ou seja, ao oscilação é totalmente suprimida pelo atrito. Para tempos longos a segunda exponencial é suprimida mais rápido, resultado em contribuições expressivas apenas da primeira.
1.3 Amortecimento Crítico
No amortecimento crítico , o que resulta em uma única solução para as raízes resulta em uma solução dada apenas por
Contudo, esta ainda não a solução mais geral possível. Então, vamos supor uma solução que é uma combinação desta solução com uma outra função dependente do tempo, Substituindo este ansatz na equação diferencial, temos
Logo,

O que resulta em
Integrando em relação ao tempo
Assim, a solução geral é dada por
2 Oscilações forçadas e ressonância
Na seção anterior observamos que quando atrito é adicionado a um sistema com uma força restauradora as oscilações são amortecidas. O amortecimento pela força é maior quanto mais próximo o . Nesta seção vamos discutir o que ocorre com com esse sistema quando uma força externa atua sobre o movimento, estaremos especialmente interessados em forças harmônicas.
Vamos considerar um sistema massa-mola com a massa presa a um motor que gira com uma velocidade angular , como mostrado. O motor então empurra o bloco com uma força
Aplicando a segunda lei de Newton para a direção do movimento
Vamos definir que é frequência d movimento se não houvesse uma força externa sendo aplicada, conhecida como frequência própria ou frequência natural.
Esta é uma equação diferencial de segunda ordem inomogênea, ou seja, não podmos usar o mesmo método que usamos nas equações diferencias que usamos até aqui. Contudo, a solução ainda pode ser escrita em termos da equação homogênea de acordo com o teorema.
Teorema: Solução de equações inomogêneas
Seja a equação diferencial linear de ordem n
onde L[y] é um operador linear, e , ou seja, trata-se de uma equação não homogênea.
A solução geral y(x) da equação diferencial não homogênea é dada por:
em que é a solução da equação homogênea associada é uma solução particular da equação não homogênea L[y]=g(x) .
A equação homogênea da EDO, 12 é a velha conhecida
Cuja solução é a função
onde A e são constantes arbitrárias.
amos obter uma solução particular estacionária para a equação 12, para isso é conveniente supor uma solução complexa, pois facilitará trabalhar com o função cossenoidal. desse é possível a equação geral como
onde . A parte real desta equação dá exatamente a equação inomogênea original 12.
Devemos propor um ansatz para a solução da equação, o mais intuito é considerar uma função exponencial complexa
As drivadas em relação ao tempo são . Substituindo na equação anterior nós obtemos
de onde nós tiramos
Logo, tomando apenas a parte real de nós observamos que a solução particular da equação inomogênea é
A solução geral então é soma da solução da equação homogênea e da solução particular
A velocidade do oscilador forçado é dada por
Considerando o caso de um oscilador inicialmente em repouso na posição de equilíbrio da mola, as condições iniciais são dadas por
Substituidno obtemos
Da segunda equação temos que , então
Logo a solução para posição é
2.1 Física para os limites de frequência
Os efeitos da força externa sobre o oscilador dependemte fortemente da frquência da força externa e da frequência natural do oscilador. A amplitude da oscilação é msotrada na figura ao lado.
Vamos considerar três limites fde importância física:
2.1.1 Limites de baixas frequências
Em baixas frequências, o movimento é dominado pela frequência da força externa. A aceleração do sistema, sem aproximação, é dada por
Contudo, esta é aceleração é pequeno quando comparada a produzida naturalmente pelo MHS, . Logo, tomando a aproximação de baixas frequências na equação 12, temos
Logo, o movimento ocorre na mesma direção da força externa o que equilibra força restauradora
2.1.2 Limites de altas frequências
Em altas frequências, e o movimento é dominado pela força restauradora. Neste caso é a aceleração do aceleração natural do oscilador que é desprezível na equação 12, de tal modo que podemos escrever a equação de movimento simplesmente como
O que mostra que agora a força externa atua contra o movimento. Isso ocorre devido o termos produzido pelo força (kx) ser desprezível e o movimento é dominado pelo termo de inércia , dizemos que o movimento é dominado pela inércia.
Comparando as equações 16 e 17 e a figura , notamos que o movimento possui uma amplitude maior para baixas frequências. Isso mostra que para frequência muito altas a inércia não consegue acompanhar a frequência excessiva da força externa, lhe impedindo de fornecer energia a oscilação.
2.1.3 Ressonância
Quando a amplitude da oscilação diverge, . Fisicamente isso é incompatível com molas reais, pois a Lei de Hooke falha para oscilações de altas amplitude e termos de outras ordens precisam ser considerados. Contudo, na presença de dissipação a descontinuidade e divergência são suavizadas, o que vai além do que pretendemos trabalhar.
De qual quer modo, quando a frequência da força se aproxima da força externa se aproxima da frequência da força externa a amplitude da oscilação aumenta consideravelmente, dizemos que o sistema entrou em ressonância.
Na ressonância o termo entre colchetes na equação 15, pode ser escrito como

onde usamos a definição da derivada Desde modo, na ressonância temos

O que evidencia um crescimento linear da amplitude do movimento.
De modo geral, em baixas frequência a força externa domina a oscilação a impedindo de ceder energia ao sistema. Por outro lado, em altas frequência a força externa é tão rápido e não há tempo de o sistema reagir a adição de energia pela força externa. Contudo, na ressonância encontramos a posição ideal para ceder energia a sistema.
Situações de ressonância são bem comuns no universo da acústica. Por exemplo, alguns cantores são capazes de sintonizar num tom muito próximo a frequência natural de uma taça de vidro, quebrando-a. Casos como a da ponte Tacoma Narrow nos Estados Unidos em 1940, reforçam o cuidado ao se projetar estruturas. Neste caso, a ponte entrou em ressonância com o vento local, mas efeito semelhante pode ser obtido se tivemos um certo número de pessoas ou carros a atravessando de forma harmônica, como uma macha sincronizada.
